Ó Senhor,
Dai-nos um pouco mais de paciência, persistência e saúde,
Pois, pelo jeito o tempo ruim ainda dura muito.
Tá de doer toda essa crença besta, toda essa gente besta,
e nem as bestas tão merecendo isso,
E a muito levo engasgado esse suplício.
Humanidade? Findou, ninguém nunca nem viu, parece,
E padecem uma, duas, três, milhares, milhões, de mulheres,
Justamente por quem nem precisava ter de fazer prece,
E logo o cara desacreditado,
Venho pedir algo a outro algo que concebo diferente de outros demais, que nos escute,
Por que ta tendo gente que por muito menos, se ilude.
Pressa sei que não adianta ter, se fosse assim Senna ainda tava vivo,
Mas ver que além disso,
ter que ver candidato bostejando que,
A culpa de ter bandido é de índio e de negro,
Acreditando que em algo 'põe jeito',
Dificulta o passo do que eu faço,
Sem perceber que destino é traçado, porra.
Quem tem que estar vai estar, eu sei, e isso é pra vocês meus manos:
Temos muito a garantir por nossos meios, estejam plenos,
De que ainda piora e ainda mais teremos que fazer,
Se palavra era bazuca, vai ser canhão, bomba atômica.
O que preciso for, pra fazer esses merda entender,
Que cansados estamos dessa zona.
Mundo de um nerd
terça-feira, 7 de agosto de 2018
domingo, 17 de junho de 2018
Produção 0 (Texto editado)
"
Este é o início de um trabalho de uma vida inteira.
Faz um tempo já… Eu simplesmente percebi que precisava correr. Apenas sabia, sem ao menos ter ideia nenhuma sobre nada, não sabia pra onde, não sabia como, não sabia porque e nem com quem ou contra quem correr.
Depois de me questionar muito sobre a incessante vontade de fazer algo, percebi que o que mais me incomodava era a falta da minha essência: eu havia me achado aos 7 sem perceber, com sorte acabei me reencontrando aos 24, ou quem sabe ter voltado ao meu eu seja obra de um pedaço menor de mim, o que traz cada vez mais certeza de continuar.
Voltar ao ‘ser quem se é’ me fez entender que é preciso mais do que ser, é indispensável estar com o seu eu, é fundamental o comprometimento com a sua responsabilidade, que se haver amor pelo o que quer que seja, tem que existir o empenho por isso, e a cada pulsar de vivência a vontade é de se fazer maior apenas para poder se entregar mais.
O mais engraçado de se amar é que, quando você persiste no certo, quando busca o que deve, a vida faz questão de te mostrar que o que é certo de fato é certo, que quem quer faz qualquer coisa, seja caminhar duas horas depois de um dia de trabalho, seja viver de si mesmo pra garantir o leite na frente do ticen, seja entregar tudo o que tem por entender dentro do que se sabe que é preciso persistir no certo, e além disso, persistir no certo permite entender tudo: o bem, o mal, o sim, o não, o deixar quieto e a união do todo, te mostra que o que você imagina é superável, mostra mais do próprio existir de maneiras tão únicas e tão correlacionadas que basicamente tudo que tratamos como problema se torna apenas resto.
O amor te dá paz pra perceber e ira pra lutar, e quase todos se perdem no “pra ter paz, é preciso ter guerra” enganados por uma história inteira de submissão e uma realidade distorcida à serviço dos interessados por isso, e exatamente por isso que estamos aqui, somos quem somos, seja qual for o caminho, a gente tá aqui e sabemos também que é só o começo, e nossa alegria apenas será, sem contestação.
A nossa caminhada tá escrita assim andamos o que andamos justamente por buscar o motivo certo: viver. No viver a gente faz o resto.
Gostaria de deixar conscientes as pessoas que virão a ler este texto de que isto se trata de história sendo escrita e faço questão de fincar o 'Marco 0' de tudo que está por vir com estas palavras.
Agradeço por você leitor existir. Agradeço por ter consciência para poder escrever.
Agradeço a vida por estar vivo.
Seja bem vindo.
Alexandre Jackson Corrêa
"
Faz um tempo já… Eu simplesmente percebi que precisava correr. Apenas sabia, sem ao menos ter ideia nenhuma sobre nada, não sabia pra onde, não sabia como, não sabia porque e nem com quem ou contra quem correr.
Depois de me questionar muito sobre a incessante vontade de fazer algo, percebi que o que mais me incomodava era a falta da minha essência: eu havia me achado aos 7 sem perceber, com sorte acabei me reencontrando aos 24, ou quem sabe ter voltado ao meu eu seja obra de um pedaço menor de mim, o que traz cada vez mais certeza de continuar.
Voltar ao ‘ser quem se é’ me fez entender que é preciso mais do que ser, é indispensável estar com o seu eu, é fundamental o comprometimento com a sua responsabilidade, que se haver amor pelo o que quer que seja, tem que existir o empenho por isso, e a cada pulsar de vivência a vontade é de se fazer maior apenas para poder se entregar mais.
O mais engraçado de se amar é que, quando você persiste no certo, quando busca o que deve, a vida faz questão de te mostrar que o que é certo de fato é certo, que quem quer faz qualquer coisa, seja caminhar duas horas depois de um dia de trabalho, seja viver de si mesmo pra garantir o leite na frente do ticen, seja entregar tudo o que tem por entender dentro do que se sabe que é preciso persistir no certo, e além disso, persistir no certo permite entender tudo: o bem, o mal, o sim, o não, o deixar quieto e a união do todo, te mostra que o que você imagina é superável, mostra mais do próprio existir de maneiras tão únicas e tão correlacionadas que basicamente tudo que tratamos como problema se torna apenas resto.
O amor te dá paz pra perceber e ira pra lutar, e quase todos se perdem no “pra ter paz, é preciso ter guerra” enganados por uma história inteira de submissão e uma realidade distorcida à serviço dos interessados por isso, e exatamente por isso que estamos aqui, somos quem somos, seja qual for o caminho, a gente tá aqui e sabemos também que é só o começo, e nossa alegria apenas será, sem contestação.
A nossa caminhada tá escrita assim andamos o que andamos justamente por buscar o motivo certo: viver. No viver a gente faz o resto.
sábado, 16 de junho de 2018
Nada de novo sob o Sol
'O nome da novela poderia ser: "Nada de novo sob o Sol".
Enquanto um ator negro é baleado com as armas do racismo engatilhadas pela mão do estado.
A bahia é pintada em vários tons de branco em rede nacional
E representatividade é tratada com descaso.
Vidas negras vivendo cotidianamente o racismo estrutural.
nascer preto no Brasil, é ser suspeito em tempo real. (Thuanny Paes)
"O ator Leno Sacramento, 42 anos, do Bando de Teatro Olodum, foi baleado por policial civil que realizava ação na tarde desta quarta-feira (13), na Avenida Sete de Setembro, Centro de Salvador.
De acordo com relatos ao Correio Nagô de um amigo de Leno que esta acompanhando o caso, após o disparo, os policiais civis, que estavam à paisana, reconheceram o ator e justificaram que estavam em busca de dois suspeitos que teriam realizado furto na região e fugiram de bicicleta. Leno foi levado ao Hospital Geral do Estado e, felizmente, passa bem. A bala passou de raspão na perna do ator."'
Enquanto um ator negro é baleado com as armas do racismo engatilhadas pela mão do estado.
A bahia é pintada em vários tons de branco em rede nacional
E representatividade é tratada com descaso.
Vidas negras vivendo cotidianamente o racismo estrutural.
nascer preto no Brasil, é ser suspeito em tempo real. (Thuanny Paes)
"O ator Leno Sacramento, 42 anos, do Bando de Teatro Olodum, foi baleado por policial civil que realizava ação na tarde desta quarta-feira (13), na Avenida Sete de Setembro, Centro de Salvador.
De acordo com relatos ao Correio Nagô de um amigo de Leno que esta acompanhando o caso, após o disparo, os policiais civis, que estavam à paisana, reconheceram o ator e justificaram que estavam em busca de dois suspeitos que teriam realizado furto na região e fugiram de bicicleta. Leno foi levado ao Hospital Geral do Estado e, felizmente, passa bem. A bala passou de raspão na perna do ator."'
Queria eu não ser o branco que escreve linhas sobre caras e sobre textos que acabam com os seus planos
Queria ter a paciência necessária para que um dos que você chama mais assiduamente de irmão escrevesse tais linhas para que eu não sentisse a rejeição, mas só isso seria ceder ao que justamente venho dizer para se criar força.
Espero mesmo que entenda que não tenho do que me apropriar, me desapropriei de mim mesmo a muito tempo e as vezes vejo que levo tão a sério não ter e não ser basicamente nada que as vezes me perco em medos como esse e me falta entendimento ao quebrar laços com os antepassados que tanto fizeram mal e quebrar laços também com futuros não tão bem discernidos.
Me falta capacidade de compreensão pra entender a necessidade disso tudo que eles fizeram, fazem e vão continuar a fazer ao presenciar qualquer sinal de tentativa de descanso dos teus.
Parte porque estou com os teus a todo instante, parte porque eles não são 'os meus', eu realmente me sinto confortável para dizer que eu sou eu e também mais do que disposto a assumir qualquer risco a respeito de qualquer coisa para se existir apenas um 'nós', mesmo um 'Nós' já existindo bem antes desses nós todos amarrados.
Se esse risco precisar ser o que houve com Leno, que seja.
Se mais do que isso for preciso, minha esperança é continuar ao menos vivo pra poder continuar.
Se vida não me sobrar, então a deles também não vai ter descanso.
Arte como resistência é como a analogia usada em 'Somos feitos de ideias, ideias são a prova de balas'
(In)felizmente, minhas ideias sou todo eu.
Espero poder ao menos poder te chamar de 'amigo' ainda por muito tempo.
(Matéria: http://correionago.com.br/portal/ator-do-bando-de-teatro-olodum-e-baleado-por-policial-em-salvador/)
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