domingo, 17 de junho de 2018

Produção 0 (Texto editado)

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Este é o início de um trabalho de uma vida inteira.
Gostaria de deixar conscientes as pessoas que virão a ler este texto de que isto se trata de história sendo escrita e faço questão de fincar o 'Marco 0' de tudo que está por vir com estas palavras.
Agradeço por você leitor existir. Agradeço por ter consciência para poder escrever.
Agradeço a vida por estar vivo.
Seja bem vindo.

Alexandre Jackson Corrêa
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Faz um tempo já… Eu simplesmente percebi que precisava correr. Apenas sabia, sem ao menos ter ideia nenhuma sobre nada, não sabia pra onde, não sabia como, não sabia porque e nem com quem ou contra quem correr.

Depois de me questionar muito sobre a incessante vontade de fazer algo, percebi que o que mais me incomodava era a falta da minha essência: eu havia me achado aos 7 sem perceber, com sorte acabei me reencontrando aos 24, ou quem sabe ter voltado ao meu eu seja obra de um pedaço menor de mim, o que traz cada vez mais certeza de continuar.

Voltar ao ‘ser quem se é’ me fez entender que é preciso mais do que ser, é indispensável estar com o seu eu, é fundamental o comprometimento com a sua responsabilidade, que se haver amor pelo o que quer que seja, tem que existir o empenho por isso, e a cada pulsar de vivência a vontade é de se fazer maior apenas para poder se entregar mais.

O mais engraçado de se amar é que, quando você persiste no certo, quando busca o que deve, a vida faz questão de te mostrar que o que é certo de fato é certo, que quem quer faz qualquer coisa, seja caminhar duas horas depois de um dia de trabalho, seja viver de si mesmo pra garantir o leite na frente do ticen, seja entregar tudo o que tem por entender dentro do que se sabe que é preciso persistir no certo, e além disso, persistir no certo permite entender tudo: o bem, o mal, o sim, o não, o deixar quieto e a união do todo, te mostra que o que você imagina é superável, mostra mais do próprio existir de maneiras tão únicas e tão correlacionadas que basicamente tudo que tratamos como problema se torna apenas resto.

O amor te dá paz pra perceber e ira pra lutar, e quase todos se perdem no “pra ter paz, é preciso ter guerra” enganados por uma história inteira de submissão e uma realidade distorcida à serviço dos interessados por isso, e exatamente por isso que estamos aqui, somos quem somos, seja qual for o caminho, a gente tá aqui e sabemos também que é só o começo, e nossa alegria apenas será, sem contestação.

A nossa caminhada tá escrita assim andamos o que andamos justamente por buscar o motivo certo: viver. No viver a gente faz o resto.

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